Nossa língua mutante e seus neologismos

“Em tempos de línguas modernas, tudo que é sólido se desmancha no ar!”

Antes de tudo é conveniente darmos a definição do termo Neologismo. Então, vamos lá:
O prefixo “NEO” é originário do grego e significa “novo”, portanto, Neologismos são “palavras novas”, que não estão registradas em nossos dicionários.

Por conta disso, o uso de neologismos, normalmente, costuma gerar muita discussão, pois há quem os adore e, em contrapartida, quem os odeie, aceitando-os somente depois de devidamente registrados em algum dicionário. Desta forma, em tempos modernos de língua mutante, temos de tomar muito cuidado ao apontar o dedo para determinada palavra e afirmar que ela existe ou não.

Vale destacar que o número de verbetes em nossa língua aumentam a cada dia e isso faz com que cada nova edição, os dicionários também tragam estes novas palavras em suas relações. Por exemplo, o dicionário Aurélio apresenta em torno de 180 mil verbetes, já o dicionário Michaelis tem um pouco mais de 200 mil, e o Houaiss apresenta aproximadamente 230 mil. Desta forma, antes de afirmar que esta ou aquela palavra não existe, é preciso pesquisar, pois dizer que não existe por que não está prevista em alguma escritura renomada é um grande erro. Fique atento! A pesquisa nestes momentos de dúvida é essencial.

Veja um exemplo:
Você faz uso do verbo Disponibilizar? Com certeza, muitos jornais, revistas e até você mesmo faz uso dele, mas, pasme! “DISPONIBILIZAR” ainda não estava não estava registrado no Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa e, por isso, pasme ainda mais, não aparecia em dicionário algum. Sendo assim, tratava-se de um neologismo, que foi absorvido pela nossa Língua e agora, fique tranquilo, já está devidamente registrado no último VOLP e nas novas edições dos nossos dicionários.

Ufa…..em línguas mutantes as mudanças ocorrem a cada segundo!

A bola da vez é a palavra “habitualizar-se”. Apesar de não estar registrada nos famosos dicionários, não podemos abstraí-la, pois ela é muito utilizada no meio jurídico e, em breve, com certeza, já fará parte de nossos grandes dicionários.

Tome nota e não estranhe: Habitualizar-se é originário do termo “habituar-se a alguma coisa” e tem o mesmo de estar habituado.

Deixe o preconceito linguístico de lado, pois nada como o tempo para provar se a palavra é boa ou não, se é necessária ou não.

Fica a dica.

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