4 pegadinhas do português que você não pode errar!

A norma culta do Português pode ser bastante difícil, até mesmo para quem está acostumado a falar essa língua desde pequeno. Há várias regras e, entre elas, diversas exceções. A melhor forma de diminuir a frequência de erros e aprimorar sua escrita ocorre por meio de duas estratégias essenciais: estudo da gramática da língua portuguesa e leitura constante de livros, jornais e revistas. Quanto mais familiarizado você estiver com essas regras, bem como com sua aplicação, melhor será a qualidade de sua escrita, principalmente nas provas e atividades acadêmicas.

Pensando nessas e em outras questões, preparamos algumas dicas a respeito das principais pegadinhas da língua portuguesa, aquelas que você simplesmente não pode errar. Confira:

O uso dos “porquês”

Há quatro formas de emprego dos “porquês” no Português, cada um com sua especificidade. Entenda melhor quando empregar cada um:

Por que

Este pode ter duas formas de emprego: sentido de “por qual razão”; e sentido de “pelo qual”, como nos exemplos seguintes. Na frase “Por que você prefere ficar em casa aos domingos?”, o sentido é o mesmo de “por qual razão”. Na frase: “Não sei o motivo por que você decidiu ficar em casa”, o sentido é de “pelo qual”.

Por quê

Com o significado de “por qual motivo” e “por qual razão”, o “por quê” antecede um ponto final (interrogação, em geral), como na frase: “Vocês não foram à festa? Por quê?”

Porque

A grafia sem acento circunflexo serve para as conjunções com função causal ou explicativa. Basicamente, ela tem função de “pois”, de “uma vez que” e de “para que”, como na frase: “Não minta, porque isso é injusto”.

Porquê

Essa forma de grafia é utilizada quando a palavra tiver o sentido de substantivo na frase. Por exemplo: “Não entendi o porquê de sua atitude”. Nessa frase, o “porquê” é sinônimo de “razão” ou “motivo”, um substantivo abstrato. Para diferenciá-lo da conjunção causal ou explicativa, é necessário incluir o acento circunflexo.

As diferenças entre “seção”, “sessão” e “cessão”

Apesar da pronúncia dessas três palavras ser idêntica, seus significados são bastante diferentes e podem ser identificados justamente por meio da grafia de cada uma. Entenda o significado dessas palavras:

Seção

O uso do cedilha nessa grafia denota significado de parte de um todo, uma repartição, uma divisão, ou um departamento. É o caso, por exemplo, da frase: “Para dúvidas quanto à matrícula, procure a seção de ensino da faculdade”.

Sessão

A palavra com essa grafia dá a entender uma reunião, em determinado espaço de tempo. Normalmente, é utilizada para identificar um espetáculo de teatro, a exibição de um filme ou a realização de uma reunião. Por exemplo: “A sessão vai durar mais de duas horas, então é melhor compramos pipoca antes”.

Cessão

Seu significado é distinto das outras duas palavras. Cessão significa o ato de dar a posse (de um objeto ou de um direito) a alguém. Como o substantivo está relacionado ao verbo “ceder”, é mais fácil lembrar de sua grafia com “c”. Exemplo: “A cessão de direitos patrimoniais é, geralmente, realizada de forma onerosa”.

As diferenças entre “tem”, têm, “vem” e “vêm”

As regras de emprego do acento circunflexo nos verbos “ter” e “vir” não mudaram com o novo acordo ortográfico. Para saber quando é necessário empregar o acento, basta verificar se o verbo está na terceira pessoa do plural (eles/elas). Por exemplo, nas frases: “João e Maria têm um cão de estimação”; e “Elas vêm todas as tardes ao parque para passear”. Se o verbo estiver na terceira pessoa do singular (ele/ela), não há acento, como nas frases: “Ele tem manias estranhas no local de trabalho”; e “Marcela vem às reuniões extremamente preparada”.

“Eu” e “mim”: quando usar um ou outro?

O erro envolvido na utilização desses pronomes está relacionado à função gramatical que cada um deles desempenha na oração. Por exemplo, se for sujeito, é necessário usar “eu”, e nunca “mim”. Esse é o caso da frase: “Comprei esta pasta para eu organizar os documentos”. Quem organiza os documentos? “Eu”, na última oração, exerce a função de sujeito, por isso não poderia ser substituído pelo pronome “mim”. Por outro lado, na frase “Comprei esta pasta para mim”, o pronome “mim” jamais poderia ser substituído por “eu”, visto que o pronome exerce a função de objeto, não de sujeito.

Essas são os principais erros para os quais você deve se atentar ao escrever em Português. Ainda tem dúvidas e sugestões? Deixe aqui seu comentário!

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