Tire todas as suas dúvidas sobre ENEM, Sisu, ProUni e Fies e esteja preparado para o seu ano de vestibulando

Dúvidas são extremamente comuns para quem está ou já saiu do Ensino Médio e busca uma vaga na universidade. Afinal, é uma fase de mudanças em que todas as suas atitudes podem direcionar o resto da sua vida. Nessas horas, buscar informações em fontes confiáveis é fundamental. Dessa vez, nós fizemos um resumão com os principais questionamentos sobre ENEM, Sisu, ProUni e Fies. Vamos desvendar esse mundo pré-vestibular juntos?

ENEM

O Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) começou no ano de 1998. A ideia inicial era avaliar o nível do Ensino Médio brasileiro. No entanto, com o passar do tempo e o gradual crescimento na relevância e credibilidade da prova, ela foi ganhando novas utilidades. Muito disso se deve ao fato da prova avaliar não somente as disciplinas cobradas no Ensino Médio, como também uma visão geral da sociedade em suas perguntas e, principalmente, na redação.

Estrutura da prova

O ENEM é estruturado em quatro provas objetivas com 45 questões de múltipla escolha cada, além da redação. No primeiro dia de prova são aplicadas 90 questões, 45 de Ciências da Natureza e suas Tecnologias, que compreendem as disciplinas de Química, Física e Biologia, e outras 45 de Ciências Humanas e suas Tecnologias, que atendem as matérias de História, Geografia, Filosofia e Tecnologia.

No segundo dia de provas são mais 90 questões, 45 de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias, ou seja, Língua Portuguesa, Literatura, Língua Estrangeira, Artes, Educação Física e Tecnologias da Informação e Comunicação e outras 45 questões de Matemática. A redação pode variar de estrutura conforme o ano, no entanto, o mais comum é o texto dissertativo argumentativo. O tema também varia e o limite de escrita é de 30 linhas.

Hoje em dia, o ENEM serve para diversos fins e por isso milhões de candidatos se inscrevem todos anos. Abaixo, vamos citar algumas de suas principais utilidades:

1. Participar do Sisu e concorrer a vagas em universidades federais e estaduais

O Governo Federal possui programas que facilitam o ingresso no Ensino superior e estão diretamente ligados ao ENEM. Com a nota em mãos, o candidato pode fazer a sua inscrição através do Sisu (um sistema online em que se aplica a vagas) no curso e na universidade desejada.

O Sistema de Seleção Unificada (Sisu) é um programa do Ministério da Educação(MEC), que oferta vagas em universidades públicas através da nota do ENEM. Ele surgiu para que os candidatos não precisassem viajar para outros estados para fazer outras provas.

Podem participar do Sisu todos os alunos que fizeram a última edição do ENEM e que não tenham zerado a redação. Não há requisitos relativos à renda do candidato, como o Programa Universidade para Todos (ProUni), por exemplo. Vale lembrar que o programa em si não exige nota mínima no ENEM, mas determinadas faculdades podem exigir sim. Por último, participantes do ProUni podem solicitar o Sisu, mas posteriormente terão que optar entre um ou outro benefício.

2. Ingressar em um curso técnico com o SisuTec

Muitos não sabem, mas o Enem serve também para você conseguir uma vaga em um curso técnico. Com isso, você busca uma qualificação profissional mais rápida, já que os cursos técnicos têm duração de apenas 2 anos. Para isso você usa o SisuTec (Seleção Unificada da Educação Profissional e Tecnológica), que funciona como o SiSU, mas voltado para vagas do ensino Técnico.

3. Conseguir bolsa de estudo em universidades particulares

Devido à abrangência do ENEM, tornou-se interessante para universidades particulares utilizarem a nota como parâmetro para aceitar novos alunos com bolsas de estudo.

4. Fazer intercâmbio em uma universidade na Europa

Caso você queira estudar na Europa com a nota do Enem, hoje é possível. Universidades portuguesas, do Reino Unido e de muitos países europeus aceitam o aluno e tomam o ENEM como o principal parâmetro para uma boa oferta.

5. Concursos públicos

O Enem é a primeira fase de alguns concursos públicos. A Polícia Militar da Paraíba (PM/PB) por exemplo, utiliza a nota do Enem como fase teórica de classificação desde 2013.

ProUni

O ProUni foi criado pelo Governo Federal em 2004, com o intuito de facilitar o ingresso de estudantes de baixa renda no ensino superior, concedendo bolsas de estudo de 50% e 100%, através da nota do ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio). Dessa forma, alunos que não teriam a oportunidade de fazer uma primeira graduação podem obter um diploma e, posteriormente, se inserir no mercado de trabalho.

De acordo com a renda do candidato e a nota na última edição do ENEM, o ProUni define se ele receberá uma bolsa integral ou uma bolsa parcial. Quanto maior for a avaliação no ENEM, mais chances de obter a aprovação.

Bolsa integral: 100% de desconto para o aluno durante o curso. Aqui, o estudante deve ter uma renda familiar mensal de até 1,5 salário mínimo por pessoa. Em torno de 65 a 70% das bolsas ofertadas são nessa modalidade.

Bolsa parcial: 50% de desconto para o aluno nas mensalidades do curso. Ou seja, o estudante arca com metade do valor e a outra metade é paga pelo Governo Federal. Vale ressaltar que o que muitos fazem quando conseguem bolsa parcial é financiar o restante através do FIES. Aqui, o candidato pode ter uma renda familiar mensal de até 3 salários mínimos por pessoa.

Quem pode participar do ProUni

Alguns requisitos são necessários para participar do ProUni. Confira:

  • Ter pelo menos 450 pontos de nota geral na edição mais recente do ENEM
  • Não ter zerado a redação na edição mais recente do ENEM.
  • Ter renda familiar mensal de, no máximo, três salários mínimos
  • Não ter nenhum diploma superior.

Se o candidato corresponder a todos esses requisitos, ele deve, então, assinalar qual perfil ele corresponde para poder se inscrever no ProUni. Os perfis disponíveis são:

1º perfil: cursou o ensino médio inteiro em escolas públicas.
2º perfil: cursou o ensino médio inteiro em escolas particulares com bolsa de 100%
3º perfil: cursou parte do ensino médio em escolas públicas e parte em particulares com 100% de bolsa.
4º perfil: portador de necessidades especiais.
5º perfil: professor de escola pública (válido para cursos de licenciatura, normal superior ou pedagogia). Neste caso, o requisito da renda é desconsiderado.

Fies

O FIES (Fundo de Financiamento Estudantil) é um programa do Ministério da Educação, que financia cursos particulares do ensino superior a juros, razoavelmente, baixos. Ele tem como intuito estimular a entrada de mais estudantes nas universidades brasileiras. Para 2019, o FIES passou por algumas reformulações e, se você pretende solicitar o programa, é bom conhece-las.

O FIES funciona da seguinte forma: primeiramente, o estudante precisa tirar mais de 450 pontos no ENEM, depois se inscrever no programa durante as datas previstas e, então, após análise, o governo começa a financiar totalmente ou parcialmente sua graduação. Durante o curso, o aluno só deverá desembolsar taxas trimestrais de até 150,00 R$, como se fosse uma manutenção ou renovação do contrato.

É importante ressaltar que o aluno só começa a pagar o curso depois que se formar e de acordo com sua realidade financeira. Se ele não conseguir um emprego nos primeiros 18 meses de formado, por exemplo, continua pagando a taxa trimestral de 150,00 R$ e só depois começa a quitar o valor total.

Os juros cobrados pelo governo no FIES 2019 são de até 6,5% ao ano. É um valor considerado razoável e acessível no mercado brasileiro. Se compararmos a cartões de créditos e afins, os juros do FIES estão bem baixos. De qualquer forma, é importante que o estudante tenha ciência de que está pagando por um valor acima do que o previsto para aquele curso e que terá que arcar com as cobranças futuras.

Quem pode usar o FIES em 2019?

Para solicitar o FIES, o estudante deve cumprir alguns requisitos. São eles:

– Ter feito o ENEM em algum ano a partir de 2010.

– Ter tirado uma nota geral de, pelo menos, 450 pontos no ENEM.

– Não ter zerado a redação.

– Possuir uma renda familiar de, no máximo, 5 salários mínimos per capita.